23 agosto 2008

Morandini num texto sobre nossa profissão

GRÁTIS!!! - Logotipos, ilustrações e artes!

“Não me peça para dar a única coisa que eu tenho para vender”
(Cacilda Becker)

Aposto que a palavra GRÁTIS do título chamou a atenção, não é? Ah, eu sabia! Essa palavra é mágica! Receber algo bacana sem pagar nada por isso deve ser muito bom…

Nós, designers, (bota aí também os ilustradores e artistas) adoramos o que fazemos. Ninguém entra nessa área sem ter, no mínimo, muuuita paixão pelo que faz (particularmente, além da paixão, tenho um tesão indecente pelo design e um amor quase doentio por fazer arte, desenhar, criar e projetar). Isso leva muitas pessoas a confundir trabalho com prazer.

Nesses quase 23 anos de atuação profissional através do meu próprio estúdio, perdi a conta de quantos clientes, amigos e desconhecidos (!) me pediram logotipos, ilustrações, artes, ‘desenhinhos’ ou ‘pequenos favores’ de graça. A maioria foi delicadamente recusada mas, confesso aqui publicamente meus pecados: já atendi alguns desses pedidos… Tá legal, vou falar a verdade… Já atendi VÁRIOS desses pedidos! (tenho culpa de ter muitos ‘amigos’?) Mas também tenho de dizer que, depois de longo ‘tratamento’ :) já estou quase curado dessa incômoda patologia!

E, não estou falando de filantropia, pois quando identifico trabalhos sociais bem intencionados, faço questão de atender e ajudar. Falo de pedidos sem remuneração, feitos para atender necessidades pessoais, comerciais e corporativas. Coisa que vai gerar retorno, seja de imagem, de público ou até mesmo financeiro (lucro, grana, dinheiro!!!).

Ao longo desses anos, esses pedidos assumiram as mais variadas formas e vieram disfarçados sob os mais diversos argumentos.
Seguem os mais comuns:

> Não precisa ter pressa… Quando você tiver cinco minutinhos sobrando você faz…
> No momento a grana está curta, mas assim que der retorno a gente acerta!
> Faça esse trabalho de graça e no próximo eu nem pergunto o preço!
> Pagar eu não posso, mas vou divulgar seu nome para todo mundo!
> Você poderá divulgar seu nome junto com o desenho ou colocar sua assinatura na arte!
> Isso pra você é moleza…
> Tenho um amigo que faz de graça mas quero dar a oportunidade para você!
> É uma parceria: você faz de graça agora e ganha lá na frente!
> Faça uns esboços. Se eu gostar a gente acerta um preço.
> Não precisa ser nada muito caprichado…
> Faz aí depois a gente acerta!
> Ah, mais isso é diversão para você! Você faz brincando! (Vai dizer isso para uma ‘profissional do sexo’ para ver o que ela responde…).

Todas essas frases e pedidos me levam a acreditar que essas pessoas que pedem coisas de graça acham que:

> Eu não me alimento, não tenho contas para pagar e meu carro é abastecido com ar.
> Meus softwares são de graça e recebo meus computadores e equipamentos como doação.
> Minha conexão de internet é feita através de telepatia.
> Eu desenho por diversão, crio logotipos por prazer e projeto coisas apenas para ocupar o tempo.
> As idéias nascem na cabeça por geração espontânea.
> O Governo não me cobra impostos.
> Acho livros e material de pesquisa na rua (além de não me cobrarem ingressos em exposições e eventos).
> Recebi uma herança (grana pra nunca mais ter de trabalhar!) e resolvi virar uma espécie de ‘Madre Tereza de Calcutá’ do design e da arte, fazendo apenas caridade…
> Meus fornecedores mandam um enorme carregamento de tintas, pincéis e telas todos os meses (de graça!!!) para o estúdio.
> Meu dentista, meu contador, minha faxineira e todos aqueles que prestam serviços para mim, trabalham por prazer, sem cobrar um centavo!

No ‘mundo real’, porém, a matéria prima do meu trabalho é uma equação muito bem balanceada. Ela é composta de TEMPO (um bem muito precioso!), IDÉIASPROFISSIONALISMO (coisa rara nos tempos atuais) e CONHECIMENTO
Isso tudo tem um valor. O valor que, quando é pago, reverte em benefícios enormes para quem me contrata, gerando muito retorno institucional e financeiro.
(fruto de mais de 30 anos de estudo e uma vida inteira de experiências), (resultado de todos os trabalhos feitos até hoje e de MUITA pesquisa).

Design e arte não são caros. A forma com que se investe neles (pagando por eles) é diretamente proporcional ao grau de seriedade que uma pessoa tem em relação ao seu empreendimento, seu pequeno negócio e sua própria imagem.

(Copyright - Morandini 2008)
www.morandini.com.br

É por aí... fala sério!!!

Belas e incríveis imagens de Pequim


http://www.stuff.thdesign.be/forum/varia/OS.html

Site com belas imagens de Pequim... Não faltam imagens cômicas, trágicas e belas!
Dica do Caligraffiti.

ReGlow Lamp Project



Projeto desenvolvido pela designer Shelley Spicuzza (USA). Apoia-se no conceito de reaproveitamento de materiais. Essa idéia não é exclusiva (de reaproveitamento), visto que vários projetos pululam pelo mundo afora com essa proposta, mas Shelley criou peças muito lindas e com um conceito bem resolvido. E ações que envolvam mudanças de hábitos, principalmente de consumo, é que valem hoje.

Fonte: http://coroflot.com/shelley_spi
Boa leitura!

21 agosto 2008

Máscara

Máscara - Desenho á carvão_trabalho acadêmico

20 agosto 2008

Somar pra vencer!

Essa semana, navegando pela net, conheci o trabalho de uma Ong de São Paulo chamada "Banco de Alimentos".

"Combater o desperdício de alimentos e minimizar os efeitos da fome, permitindo assim, que o maior número de pessoas tenham acesso a alimentos básicos e de qualidade, em quantidade suficiente para uma alimentação saudável e equilibrada."

Essa é a frase que resume o que essas pessoas fazem.

Sabemos que toneladas de alimentos são jogadas no lixo por restaurantes e comércios alimentícios todos os dias. Os proprietários de restaurantes nas cidades preferem jogar quilos e quilos de comida fora á doar pra quem tem fome. Um dos argumentos é que não podem se responsabilizar caso uma pessoa que tenha consumido seja intoxicada ou passe mal.
Segundo o Instituto AKATU, o Brasil é o quarto produtor mundial de alimento e o sexto em desnutrição. Uma vergonha!

Através de ações como a da Ong, a dor e o sofrimento de milhares de pessoas, entre elas crianças e idosos, é minimizada. Por meio de parcerias com Abrigos, Casas de Apoio, Associações Comunitárias, Instituições Assistenciais e Creches a Ong leva conforto, alento, informação (através de oficinas, workshops e cursos), carinho e consciência solidária.


Um exemplo. Inspiração pra todos nós!
Se vocêr quiser fazer parte das atividades da Ong, vá no site e veja como: http://www.bancodealimentos.org.br

Começo...

Vou começar esse blog falando sobre um filme, ou melhor, uma animação, que me deixou intrigada: Wall-E.

Realizado pela PIXAR, a história se passa numa Terra devastada pelo homem... sim, pelo homem. Montanhas de lixo compõe a paisagem de um planeta-morto, onde os hábitos dos seus moradores (nós) extinguem a vida Ou quase toda!) e entopem o planeta e a atmosfera de lixo de todos os tipos. Wall-E é um robô "trabalha" juntando blocos de lixo, botando uma "ordem" na casa. Sua única companhia é uma baratinha que vive na cola dele onde for.

O robozinho sonha em encontrar alguém que lhe faça companhia e, num belo dia, pousa uma nave e nela desembarca Eva, uma robozinha invocada. A história em si é bacana, mas o que me chamou a atenção é a forma como é retratado nosso mundo: lixo, lixo e lixo. Acho que é uma constatação de como estaremos daqui a alguns anos, caso não mudemos nosso hábitos e nossa cabeça. Outra faceta é a questão da tecnologia na vida as pessoas... tudo é feito pelo controle remoto. Ninguém mais se movimenta. É uma opção que cada vez as pessoas preferem mais, daí a flagrante porcentagem de crianças obesas hoje em dia... não brincam, não correm, estão sedentárias na frente da tv e do computador.

Recomendo! Uma ótima diversão e um toque pra reflexão.